Interrupção

drakroom– Ouvi dizer sobre um novo ranking de fantasias femininas. – disse ele.
– Também ouvi, mas não sei do conteúdo. – disse ela.
– Falaram-me apenas da número 1.
– E qual é?
– Cópula com um estranho, com um completo desconhecido.
– Hum…
– Concorda ou discorda?
– No âmbito de minhas preferências, discordo.
– Qual seria sua predileta?
– Algo ainda mais impessoal que um estranho.
– Animais?
– Não, eles têm identidade.
– Objetos?
– Lugar-comum.
– Então o quê?
– Às vezes, imagino um quarto bem escuro e me vejo sozinha na cama, dormindo.
– Nem é preciso dizer que seu sono é interrompido?!
– Exato, interrompido por mãos que rasgam minhas roupas de baixo.
– Você se assusta?
– Sim, mas sou receptiva. Depois, uma língua me percorre e me estimula.
– Como reage?
– Mantenho os olhos fechados. Quieta, pressinto que não precisarei fazer muito.
– Fica passiva?
– No ótimo sentido do termo.
– Entendo…
– A seguir, uma boca suga avidamente minhas costas.
– E então?
– Enquanto dentes mordem minha nuca, sou invadida inescrupulosamente.
– E como termina?
– Volto a ficar sozinha na cama e caio num profundo sono angelical.
– Justo: depois do amor, o descanso…
– Nada disso! Durmo na intenção de que tudo se repita.

RSI

Para os fins deste post, o objeto sexual de um ser humano é outro ser humano sobre o qual recai o desejo de copular. Homem é o ser humano que possui genitália masculina e mulher é aquele que possui genitália feminina. O objeto sexual do homem é sempre a mulher e o da mulher, o homem; portanto, a cópula é aqui considerada uma relação heterossexual. Nesse contexto, convém salientar que não se impõe restrição alguma à prática de tal relação, onde o acoplamento das genitálias é apenas um dos possíveis exercícios sexuais.

GenerosoPrincipalFIGURA 1

O gráfico da figura 1 mostra as curvas típicas de tensão sexual do homem e da mulher, quando excitados independente e continuamente ao longo de um intervalo de tempo. A curva H mostra o comportamento da tensão masculina enquanto a curva F, o comportamento da feminina. Os pares de valores associados aos ápices das curvas definem pontos orgiásticos. A curva F exibe n pontos orgiásticos e a curva H apenas um. Os ângulos \alpha e \beta definem as declividades das tensões crescentes enquanto \alpha' e \beta' a das tensões decrescentes que precedem o término de cada uma das curvas. Tal declividade é denominada rigidez. O comportamento típico observado em cada uma das curvas revela que a rigidez nas parcelas decrescentes é maior que nas parcelas crescentes. Uma característica importante para os fins deste post é o comportamento típico de \alpha > \beta, ou seja, de que, nas parcelas crescentes das curvas, a rigidez masculina é maior que a feminina. Assim, até o instante t_{OH}, tem-se que a tensão masculina  é sempre maior que a feminina. Como consequência, o único instante orgiástico masculino precede qualquer instante orgiástico feminino.
Entende-se por Relação Sexual Ideal (RSI) aquela na qual homem e mulher atingem, por excitação recíproca, no mesmo instante, o ápice de suas tensões sexuais, ou seja, quando t_{OH} = t_{O1F}. Se ocorrer o comportamento típico de \alpha > \beta, mostrado na figura 1, a RSI é então impossível. Entretanto, se o homem atrasar, em relação à mulher, a evolução de sua tensão em t_a:= t_{O1F} - t_{OH} unidades de tempo, a RSI é atingida. Esse atraso pode ser realizado de duas maneiras, mostradas a seguir.

GenerosoAtrasado1FIGURA 2

No gráfico da figura 2, o homem realiza o atraso t_a logo no início da relação sexual e ambas as curvas evoluem continuamente até a RSI.

GenerosoAtrasado2

FIGURA 3

No gráfico da figura 3, o homem inicia sua curva simultaneamente com a mulher, mas realiza interrupções ao longo do tempo, de tal forma que a soma dos atrasos parciais t_{a1}, \cdots, t_{an} totaliza t_{a}. Convém ressaltar que dependendo dos declividades \alpha e \alpha', a RSI pode propiciar diversos instantes orgiásticos para a mulher, ainda com o homem apresentando níveis significativos de tensão sexual. Na prática, o atraso t_a pode ser consequência de certos exercícios sexuais (preliminares, por exemplo) que excitam muito mais a mulher do que o homem. Como não há regra geral que estabeleça essa ou aquela prática sexual como mais excitante à mulher, cabe aos parceiros descobri-las.
Convém salientar que o modelo ideal apresentado não pretende conferir ao homem um papel mais significativo que a mulher na relação sexual, mas dizer que existem diferenças nas características intrínsecas de excitação: o homem, via de regra, é sexualmente mais rígido que a mulher e por isso precisa estar atento à evolução de sua excitação, de forma que o sexo seja prazeroso para ambos.

Combinação

– Hoje você foi selvagem! – disse ele.Sufocado
– Quis te fazer de objeto. – disse ela.
– Alguma razão especial?
– Não. Puro egoísmo.
– Pois é… Você ficou por cima o tempo todo!
– Fiquei sim. Algum problema?
– Você se esqueceu que eu preciso respirar.
– Peço desculpas.
– Vamos combinar assim: da próxima vez, quando eu estiver sem ar, vou te dar um tapa bem forte no seu glúteo esquerdo. Aí você para e sai de cima do meu rosto imediatamente.
– Quer fazer eu parar de calvalgar com um tapa?
– Isso!
– Vai morrer sufocado.