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Posts da categoria ‘Casal’

Foco

– Feito! Na próxima semana, virão medir. – disse ele.Olho
– O teto e as paredes? – perguntou ela.
– Combinei só o teto. Quer também as paredes?
– Pelo menos uma delas. Entendi que ambos gostamos de nos ver em ação.
– E só no teto não é suficiente?
– Não. Sem reflexo lateral, há poucos ângulos de visão realmente favoráveis.
– Para assistir à nossa movimentação, achei que um teto espelhado já atendesse.
– Engana-se quanto ao meu objetivo.
– Como assim?
– Movimentação é sexo implícito.
– Verdade…Qual é então o seu foco?
– O “entra” e “sai”.

Vire-se

1234– Duas vezes seguidas é raro! De onde veio esta disposição? – perguntou ela.
– Você ficou ainda mais deliciosa de espartilho. – respondeu ele.
– Confesso que adorei a ideia. Suas fantasias atingiram a maturidade: já estava cansada de me vestir de mulher-maravilha. Gostou do modelo que escolhi?
– Do modelo retrô, da cor preta e da praticidade.
– Praticidade?
– Basta deslocar ou remover o estritamente necessário, sem a necessidade de despi-la completamente.
– Verdade…comprei outro branco, tão prático quanto esse. Quer experimentar?
– Adoraria, mas deixemo-lo para amanhã. Ainda não me fartei desse.
– Agrada-me sua avidez!
– Que neste momento me impele a mais uma investida. Vire-se de costas.
– Sim, senhor.

Item 4

– Onde está a moça? – perguntou ela.Mesa de Cozinha
– Foi embora! – respondeu ele.
– Por quê?
– Ficou assustada com o nosso planejamento.
– Te alertei que essa sua ideia de “ménage à trois” iria fracassar.
– Julguei que um passo a passo detalhado iria deixá-la segura.
– Leu tudo para ela? Os vinte itens?
– Ela mal ouviu o item quatro: aquele que a colocaríamos nua sobre a mesa da cozinha.
– Sua estratégia não deu espaço à dúvida. Nesses casos, surpresa e improvisação são cruciais.
– Acha que só o instinto deveria nos guiar?
– Eu diria 90% instinto e 10% razão.
– Que faria a razão com os seus 10%? Conter um pouquinho os instintos?
– Não. Otimizá-los.

Sorvete

– Acho que vai ficar roxo. – disse ele.Sorvete
– O quê? – perguntou ela.
– Meu dedo.
– Sério?
– Totalmente descabia a sua mordida.
– Você quem pensa.
– Apenas chupar não lhe é suficiente?
– Claro que não. Preciso simular o processo de deglutição.
– Pois quase o realizou de fato. Pode então ser menos voraz da próxima vez?
– É…Posso tentar…
– Hum…Não senti muita convicção da sua parte!
– Tem razão.
– O que te dificulta a certeza?
– Não sei o que pode acontecer quando eu abocanhar esta outra região sua: mais volumosa, mais protuberante.
– E também mais sensível!!!
– Se isso tanto te amedronta, eu abdico definitivamente dessa preliminar.
– Não seja radical! Pode imaginar que está saboreando um sorvete?
– Não. Vou ter que imaginar outra coisa.
– Por quê?
– Sorvete eu mastigo inteiro, até a casquinha.

Vai

– Por que você quis de novo por trás? – perguntou ela.vai
– Porque assim você fica submissa. – respondeu ele.
– Engano seu. Não é exatamente dessa forma que você vai me submeter.
– Sério? Mas é assim que a maioria dos primatas fazem!
– Você precisa me imobilizar completamente.
– É só você ficar quieta, como a macaquinha que assisti no Discovery Channel.
– Nesse aspecto, não sou tão evoluída quanto ela.
– Quer então que eu te amarre?
– De preferência! E tem mais!
– Mais?
– Seus movimentos devem ser  muito mais contundentes.
– Você diz… no vai e vem?
– Bem forte no “vai”.
– E o “vem”?
– Não me interessa.

Combinação

– Hoje você foi selvagem! – disse ele.Sufocado
– Quis te fazer de objeto. – disse ela.
– Alguma razão especial?
– Não. Puro egoísmo.
– Pois é… Você ficou por cima o tempo todo!
– Fiquei sim. Algum problema?
– Você se esqueceu que eu preciso respirar.
– Peço desculpas.
– Vamos combinar assim: da próxima vez, quando eu estiver sem ar, vou te dar um tapa bem forte no seu glúteo esquerdo. Aí você para e sai de cima do meu rosto imediatamente.
– Quer fazer eu parar de calvalgar com um tapa?
– Isso!
– Vai morrer sufocado.

Ambas

Montanhas e Vale– Foi bom para você? – perguntou ele.
– É….foi. – respondeu ela.
– Senti uma certa hesitação da sua parte.
– Você precisa melhorar nas preliminares.
– Mas foram mais de cinco minutos sugando seus mamilos.
– Quantidade não é o suficiente. É preciso que haja qualidade.
– Alguma dica para eu melhorar a técnica?
– Há que se dispor melhor da língua.
– Minha ou sua?
– Nesse caso, a sua.
– Em termos de frequência ou trajetória?
– Ambas.
– Pode me traçar o roteiro de sua preferência?
– Escale as montanhas até o alto, percorrendo trajetória helicoidal, depois desça para o vale e ao chegar no ponto exato, eleve a frequência.