Mikro 11

Por alguma razão ainda desconhecida, mas irresistível, o velho aprendiz medíocre resolveu retomar seus estudos de piano, agora na modalidade autodidata, pelo menos por enquanto. De posse de um instrumento eletrônico menos fanhoso e mais sofisticado que o anterior, queimado por uma descarga elétrica mais rápida que os disjuntores e fusíveis disponíveis, nosso aprendiz pode agora imaginar que está tocando um Bösendorfer Imperial, segundo promete o fabricante do equipamento, de origem japonesa. Assim, imerso nessa ilusão, o aprendiz decidiu acrescentar ao conteúdo do Extrato a maravilhosa pecinha número 11, composta pelo grande Béla Bartók para o seu Mikrokosmos Volume 1. A interpretação é fraca, rústica como de costume, de difícil execução para o aprendiz, mas todos já sabemos que ele não tem o menor pudor de divulgar esta e outras produções vergonhosas.