Luz

luzNoiteNaquele mar aprazível,
Flutuei incontido
Sorvi o fluido adocicado,
Sob cálidas melodias

Embalo rítmico e grave,
O coração benfazejo
fez-se um hostil imperador
ante minha débil resistência

Reticente, arrisquei
revelar-lhe o ódio,
Chorar-lhe o medo,
Chamá-lo morte

Na dor lancinante,
Acelereou-se o passo
Do crânio e seu martírio
emergiu a lágrima,

O fulgor da noite.

(Após A Gota de Chuva de Frédéric Chopin)

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