Wilson

Há filmes, realmente muito bons, que não me despertam a vontade de vê-los novamente. Há outros, considerados não tão bons,  que quanto mais assisto, mais eu gosto. Um exemplo desses últimos é O Náufrago (Cast Away), do diretor Robert Zemeckis. O texto se apoia em ingredientes típicos do cinema hollywoodiano: tensão amorosa, fracasso temporário, sofrimento, triunfo glorioso e final feliz. Sustentado por esses pilares nada originais, o filme narra a superação de um sujeito chamado Chuck Noland (Tom Hanks) que se vê apartado do mundo, numa pequena ilha deserta. Ali, ele experimenta suas desventuras e fabrica para si um companheiro, um confidente, alguém que o acompanha durante o período do sofrimento. Essa história, ingênua e cativante, deixa evidente a difícil luta do homem com a frustração, o medo, a solidão. Fica exposta a fragilidade humana. Costumo esquecer desse fato reiteradamente e talvez seja por isso que eu precise revisitar o filme.

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